segunda-feira, 12 de junho de 2017

So long & lost

For the very first time in my life, I wasn't scared. It felt like my whole world has been torned apart and I felt quite comfortable. I felt like it was my moment, my life was about to be entirely reborn. 
Nothing was going trough my mind, except the fact that I was glad. Not right, glad. Somehow. And I really cannot explain how. But I was, and in a way that was going to be weird if I never felt it again. I was glad. I am glad. 
In the past I would probably say "God knows that darárárá", but nowadays I think that God doesn't know nothing about it. It was real only in the third dimension. God is real. I really think so, because I believe in that cosmic dust floating around, if I can call it like that. That is God in all his magnificent. Not judgmental, not hateful, just God. 
And if this self called chaos is my kind of God, I can only be right about that moment, about my life, about making people miserable in a way that I really know how. I cause some distortion, trouble maybe. I can create a lotta mess in those moments, but now? Now I'm not being punished. Now I'm not being ungrateful. 

So, as I was saying, it felt like I was always leaving, but then I decided to stay. My whole life I kept some secrets from everybody, including myself, first because I didn't have the intention to show the world how miserable I was feeling deep down inside my miserableness. You know? Miserable miserableness. Yes. That was me. Don't know how it happened or why but in a calm and silent way I stopped, turned my head around and said it to the people that was around me that I was ok for the first time. I was a grown woman and I was ok. 

I was blank. I felt nothing. I was nothing. The thing I remember the most it was a phrase from a song that I love so much, that says how she couldn't stop pulling the earth around to make her bed. That was my bed? Was I pulling all that earth alone? Why? Sometimes when I remember those dark moments I ask myself why and I still have no answers.

Nobody could relate to how I was feeling or what the fuck I was saying, but it seemed to be freedom. I wanted it to be. That was freedom to me. Even though I may crossed the line I wasn't about to feel sorry or to apologize myself. I simply pull the curtains and got off the stage without even a second thought. That was it. I had embrace the beast and embarrassed myself for the last time. This, ladies and gentlemen, is life. I had no one to call, no home to go back to and I was still asking myself where I belong. I was exposing myself to a high wave of condensed dust, cosmic dust. I had no certainty of my path, but there was no return. Where I was coming from? What was I aiming to? I had no idea. I could only count my losses and wait. Let loss reveal it, you know?

For those who don't understand why I love this game are not even worth my attention, because I'm sure that the new version will have a better approach. 
As the ring felt from my finger I tried to understand what was the problem but it turned out to be a killer one, that deciding act, actually. 
I was suddenly overcome. And glad. No longer the doubtful queen of peace. I was there to shake hands with the devil and dance with the saints. With all of them. 

As the final act of the first thirty pages was being presented by me, I was longing to sit and write the next twenties with bloody fast hands. 

It doesn't make no sense to finish a sentence without knowing what the next one will be, but I had no more words. 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Como Diana Vreeland

Não tenho dormido ultimamente. Dizem que quando você não consegue dormir, é porque o cérebro te traz informações desnecessárias em horas inadequadas. É exatamente o que tem acontecido comigo. Acordo pensando porque não deixei outro cara legal virar namorado, mas quando vi já tinha deixado. Aí já tô tomando outro banho demorado às quatro e quinze da madrugada, porque depois que aprendi a tomar banho, isso se tornou um hábito, pensando em como eu fui me tornando essa pessoa que realmente não se importa com pessoas e que não tem banheira. Sou apaixonada por elas, banheiras e não pessoas. Quase todas as casas em que morei tinha uma banheira. Uma ou duas ou três e nunca pensei que sentiria tanto a falta de qualquer uma delas como agora,  quando você não sabe o que se passa com a sua cabeça. Sempre enchia a banheira com água bem quente e ficava ali até as coisas se resolverem, até meus problemas se tornarem piadas e eu sair contando piada sobre como eu tinha ferrado com as coisas, e então os problemas não cresciam como hoje. Eles simplesmente desapareciam porque tinham virado piada na minha cabeça e logo eu poderia seguir em frente, porque não tinha mais problemas. Eu tinha feito piadas. Piadas sobre a desgraça que tinha me acontecido e então estava pronta pra rir de mim mesma e deixar a vida seguir o curso dela.
Mas hoje não tenho banheira. Faz tempo, aliás, que não tenho banheira. Pode levar algum tempo para eu ter uma banheira novamente. E tudo está se acumulando em minha mente.
Então tomo banhos longos e não me importo com a água. Nunca me importei, na verdade. Sempre achei o Al Gore um babaca, mesmo antes dele ser o Al Gore que é hoje eu já não me importava com a falta de água no planeta. Tenho outras problemas na cabeça e o fato de alguns acreditarem que vai faltar água não é um problema para mim. Boa parte dos meus amigos diria que eu represento a burguesia, que sou patrícia e que ela simplesmente não se importa com questões relevantes como aquecimento global, falta de água e extinção de animais. Outra parte acredita que eu deva ser uma completa alienada política e que nem sei sobre questões como a água, etc. Mas eu só acho que não é nada disso. Só acho que as pessoas estão tentando se informar a todo custo e entender sobre tudo isso e acabam mal informadas, that's all.
Todavia, meu posicionamento político ou qualquer coisa relacionada realmente não importa quando o que acontece é que não consigo dormir. Só isso.

O engraçado é que enquanto eu tomava banho, repetia silenciosamente em minha mente que eu talvez tenha nascido para ser como Diana Vreeland. Nunca foi a mais bonita, mas criava beleza ao seu redor; não teve muito sucesso com os estudos, mas aprendeu com a vida; não tinha muito dinheiro, mas era extremamente criativa. Eu adoraria ser como Diana Vreeland!
O problema é que Diana só se tornou Vreeland após o casamento, e se durante toda a minha adolescência eu nunca dei bola pra essa coisa de amor verdadeiro e felizes para sempre, agora, faltando menos de dez dias para completar trinta, eu realmente acho uma besteira sem tamanho. E no banho, que não é de banheira, me pergunto: como foi que eu fiquei assim?
Não tenho resposta. Ainda não tenho. Sobre a verdade inconveniente do Al Gore, tenho, sobre o Obama ter escolhido At last no primeiro mandato, também tenho, sobre Cuba, Venezuela e a Kirchner  e o Blairo também, mas sobre porque não nasci com DNA do romantismo ainda não tenho a menor ideia. E acho que decepciono as pessoas. Elas veem tanto potencial desperdiçado. Se dependesse delas eu teria encontrado minha alma gêmea aos dezenove, teríamos feito mochilão pela Europa, depois conhecido os parentes, escolhido igreja, VESTIDO BRANCO, ah, por favor, diga que elas não esperam que eu tenha filhos. Por favor! Sim, elas esperam isso de mim. Eu sei. Eu posso sentir.

Mas aí, quando já estou para desligar o chuveiro, penso que casada ou não, Diana seria Diana. Cedo ou tarde ela faria o que gostaria de fazer e é assim que as coisas são. Talvez essa coisa de não dormir venha porque eu ainda não faço o que gostaria sendo Diana mesmo sem Vreeland, mas não quer dizer que não vá fazer. Talvez eu não durma porque sei que o Vreeland é tão certo quanto como Diana nascer Diana e ser Diana, e depois se tornar Diana Vreeland.
É tão certo que Vreeland chegará que eu não me permito ser Diana. Um erro? Acho que não. É só uma certeza.
Então eu não precisei nascer em Paris, mas talvez eu ame mais meu país do que ela amou a França nos anos 20, talvez eu tenha viajado e conhecido mais o meu país do que ela conheceu o dela, talvez eu tenha tanta certeza do sobrenome, de amar meu país e poder ser Diana Vreeland ou qualquer outra mulher sensacional que tenha me inspirado desde o dia em que nasci, que chega a noite e eu não consigo dormir, porque sei que é preciso uma vida inteira e muitas dúvidas para chegar a ser quem você realmente deve ser.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Dark horse

Vez ou outra ainda insisto em escrever umas palavras sem sentido aqui. Que época maravilhosa para estar aqui! Que jogo bem bolado eles jogam aqui! Não sinto mais raiva. Será que morri?
Entendo como é,  sei como dói. Já estive aí, mas comigo  não poderia ser diferente. Paga-se sempre pela intensidade. Você precisa ter certeza do que quer comprar.  Você tem certeza?
Finalmente não preciso de validações. As que eu insistia em conquistar, , claro, pois seria  muita pretensão de minha parte acreditar que nunca mais farei concessões, que nunca mais precisarei jogar a toalha.  Mas o que eu tanto buscava apareceu e está pronto para ser montado. Meu corcel negro finalmente respondeu e tenho as rédeas em minhas mãos.
Tudo bem se sonho, tudo bem se realizo. Não é a ilusão a realidade e vice versa?
Encontrei as partes que faltavam. Comecei a montar as peças. Espero que você esteja atento ao último ato. Pode aplaudir.

domingo, 6 de março de 2016

O feminino que não exerço

Poderia escrever sobre assuntos mais relevantes, mas definir o feminino é falar sobre algo que sempre me instigou. Como é ser mulher? Criamos modelos, definimos metas e sempre temos em mente o que gostaríamos de ser, mas ser mulher não é nem nunca foi tão simples. 
Levantar esse questionamento não é uma reclamação, longe disso, pois os que me conhecem sabem o apreço que tenho pelo universo feminino. Ainda assim, algumas vezes me questiono sobre o exercício da feminilidade, em que ponto ele se perde ou torna-se inexistente. Como é de fato ser mulher? 

Meus modelos sempre foram de mulheres fortes e determinadas que, mesmo não sabendo aonde iriam chegar, simplesmente seguiam em frente. Iam sendo mulheres ao acaso, no dia a dia descobriam-se mulheres, femininas, guerreiras. Eis que, o que por vezes  me atormenta, é a linha tênue entre a feminilidade e o não exercício do feminino. Explico. Muitas das mães com as quais convivi e ainda convivo são, antes de tudo, mulheres, e ao que me parece, o que pode soar como uma generalização desnecessária e apressada, porém fiél às personagens, elas se dividem entre as extremamente vaidosas e que flertam com a futilidade na maioria das vezes, e as que parecem esquecer que são mulheres antes de serem qualquer outra coisa. 
Quando digo que se esquecem disso, é que muitas vezes elas acabam por eleger o trabalho, os filhos ou o marido, por exemplo, como "prioridade" e acabam deixando de lado a mulher e o feminino que precisam e devem ser exercidos hodiernamente. Talvez por opção ou por imposição, fato é que elas simplesmente não têm tempo ou disposição para a demanda de feminices em cada centímetro de pele que o gênero tende, muitas vezes, a exigir. 

Quanto às outras, as que preferem serem possuídas do que possuir o dom da feminilidade, essas eu não tenho muito sobre o que dizer, além de que cada palmo bem estruturado, apertado e esticado de seus corpos, parecem sempre melhores que de todas as mortais. 

Mas aí, é permeando esse tipo de pensamento que sei e admito até com certo gosto, que não exerço o feminino à rigor, como manda o figurino. Gosto, muitas vezes, de me sentir gente, apenas ser, respirar e depois, como que naturalmente, ser mulher aparece, ressurge em meio à mãos e pés encardidos, cabelos presos em um coque, unhas por fazer e um rosto cansado. 
Ser mulher exige tempo e sinceridade. Ser mulher demanda uma sutileza quase que imperceptível, todavia, barulhenta e totalmente visível. O feminino precisa ser exercido antes que morra e não torne a viver, mas ele requer cautela, requer privações e muitas vezes, requer a presença de um de seus maiores incentivadores, o masculino. 

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Assim eu vejo a vida

                           Cora Coralina


A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

ao amor que não é

Permita-se rebelar, permita-se ser quem você é e não mais estar sob o jugo de quem quer que seja. 
Seja você e respeite o outro; seja você e sinta em seu coração a leveza de se estar só, nem que seja uma única vez. 

Desfazer-se da insanidade e do mito de encontrar a alma gêmea é realmente trabalhoso, dolorido por vezes, mas nunca impossível. Não ter alguém não é mais um castigo, queridos, aliás, nunca foi. Não estar com alguém é simplesmente ser quem você é. É não ter medo de ser e agir, não depender, não ter que agradar. É finalmente voltar-se para si, amar-se e permitir-se estar. Encontrar-se. Estar em paz, em harmonia, em um ritmo até lento, se posso dizer, em um tempo que já não passa, não escoa mais, e ser plena. Estar só é querer paz, pois sabe-se que nunca se está só. 

É preciso coragem para escolher estar só. É preciso ser inteiramente desprovida de desejos desde os mais primitivos até os que toda vida acreditávamos ser dos mais nobres.
É preciso não mais desejar a carne e ter a certeza inabalável de que o amor incondicional é inexistente no lugar e no momento em que vivemos posto que, um amor que seja incondicional precisa estar além de qualquer condição, ou seja, uma mãe amaria a todos os que se colocam na condição de filho e não somente aquele que se diz, pelas leis e costumes atuais, seu filho legítimo. 
Assim, toda e qualquer relação que envolva o mínimo ou o máximo de amor nesta dimensão, é tão somente um amor condicionado. Ama-se alguém por que esse alguém tem determinadas características que agradam talvez aos olhos, ouvidos ou qualquer outro sentido. 

É impossível amar sem condições, ainda, qualquer animal de estimação que seja, posto que, o amam porque ele é tal animal; ele é um gato, ou um cachorro e dada essa primeira condição, ser um ou outro, ou um terceiro, ou quarto, ou quinto espécime, já desfaz a incondicionalidade do amor, que passa a exigir aquele que foi salvo na rua e abrigado por nós, o que foi doado por alguém e nos afeiçoamos de maneira tal, etc, etc. 
Aquilo que é cativado passa a ter condição, do contrário amariamos a todos os animais, bem como todos os seres humanos sem restrição alguma. Tanto aquele que nos pega pela mão e frequenta nossa casa, quanto àquele que não pactua das mesmas ideias e vontades. Os da esquerda e os da direita, os que militam em causas que não entendemos e os que militam e causa nenhuma, os religiosos e os não-religiosos..
Assim fica claro que o amor incondicional é mais uma construção faláciosa, um mero deleite do ego que se satisfaz ao incorporar a sutilidade e o desprendimento de uma mísera fração de um amor responsável e muitas vezes com alto grau de reciprocidade, o que, por si só, já é um erro grave, visto que o amor, para que seja verdadeiro, não necessita ser recíproco. O amor é. Sem condições, sem poréns, sem tempo, nem espaço. E então vive-se na errada interpretação de que se ama e se é amado, provando por meio de rituais de passagens impensados que se repetem ao longo dos séculos, um certo amadurecimento, alguma regularidade financeira, quando o que se tem mesmo é o medo de estar e permanecer só. Defrontar-se com uma verdade diferente das quais nos condicionaram, que só se é feliz ao lado de quem se ama. 

Ninguém disse que é fácil, eu sei. Ainda no século 17, uma mexicana tratou disso com muita leveza e certo tom jocoso. Preferiu virar freira e ir para o convento, que sabe-se desde sempre serem muito rigorosos e inflexíveis, mas ainda assim, menos pernicioso que atrelar a vida à de alguém, jurando ser para todo o sempre. Para sempre é muito tempo e não querer correr o risco de ver-se preso ao que quer que seja ou a quem quer que seja não é nem nunca foi egoísmo, mas é sim, amor próprio. 

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

linhas temporais

sabe que é estranho manter-me no aqui e no agora, enquanto vagueio por aí, em linhas temporais diferentes, tentando encontrar o que não é. me deparo novamente com o vir a ser? descrevo padrões pelos quais não me guio. acho que não moro mais em mim. 

nunca quis ser o que era, você estava coberto de razão. eu nunca quis ser o que sou, porque é demasiado cansativo explicar-me. eu parei de ter opinião, só reproduzo parâmetros pelos quais finjo me guiar. não tenho bússola. nunca consegui me guiar sozinha. sempre precisei que me indicassem o caminho, algum caminho a seguir. eu não sabia ser quem sou. 

tardiamente cansei de fingir, finalmente aceito o que sou, quem sou e quem eu não posso ser. 
vamos falar dos cento e trinta e dois dias, vamos falar do descompromisso, da energia da terra, da força da natureza. vamos falar das energias deletérias também, daquilo que não presta, que pulsa, mas pulsa apodrecido. pulsa errado.
vamos falar do novo, da gnose, da radiação, da nova terra, da ascensão. 
ego, personalidade e sexo são assuntos da pré escola. por favor! mude sua frequência, eu não sintonizo mais você. não sintonizo mais aquilo que você ainda é e que eu deixei de ser. 
eu sei o por quê, eu sempre soube por quê não poderia ficar com alguém assim e olha só quanta ironia, eu que nunca quis, nunca esperei homem algum. eu sempre soube que eu não sou nem nunca gostaria de ser como você. 
!